O problema de viver mais

Fonte: Exame – 16/03/2016

Por Leo Branco

Os países emergentes deverão sofrer os maiores impactos do envelhecimento da população em curso no mundo até o fim do século, segundo um estudo recente das Nações Unidas. Motivado pela combinação de queda de natalidade com maior expectativa de vida, o fenômeno deve pressionar o financiamento de sistemas de saúde e previdência.

Dos emergentes, o Brasil está entre os mais afetados: a proporção de adultos de 20 a 64 anos para cada idoso acima de 65 anos deverá cair 81% até 2100. Haverá um idoso para cada 1,5 adulto em idade produtiva – hoje, são 7,7 adultos por idoso. A proporção no Brasil será igual à da China, país que no ano passado aboliu a política do filho único diante da rápida transição demográfica. A queda será menor em países desenvolvidos que são tradicionalmente destino de imigrantes, como Estados Unidos e Alemanha.

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