Recursos escassos?

Fonte: Agência Câmara/Saúde Business

Brasil investe em Saúde menos que Argentina e Chile
Brasil investe em saúde menos de 490 dólares por habitante no ano, enquanto Argentina e Chile quase 700 dólares por pessoae 550 respectivamente
Apesar do desperdício de recursos que uma gestão ineficiente acarreta, é praticamente consenso entre profissionais eanalistas de mercado que o financiamento do SUS não é suficiente. Mesmo sendo idealizado com o intuito de atender a todos, o Brasil é um dos países que menos investe em saúde: menos de 490 dólares por habitante em 2012, segundo CentroBrasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
Sistemas de saúde que são considerados referências globais, como é o caso do Canadá e Inglaterra, investemrespectivamente mais de 4 mil dólares e mais de 3 mil dólares por habitante em um ano. Ainda de acordo com o Cebes, entreos países da América do Sul, a Argentina investe quase 700 dólares por pessoa e o Chile, quase 550.
Com o objetivo de arrecadar maiores quantias para o setor, em 2000, a Emenda Constitucional 29 determinou que osmunicípios investissem em saúde pelo menos 15% do que arrecadam, e os estados, 12%, enquanto o governo federal deveinvestir o mesmo valor do ano anterior reajustado pela inflação.
Entretanto, os recursos continuam insuficientes e, na tentativa de mudar esse quadro, tramita na Câmara o Projeto de LeiComplementar 321/13 chamado “Saúde+10”, que prevê a destinação pelo governo de pelo menos 10% das receitas correntesbrutas para a saúde. Em 2014, poderiam ter sido R$ 41 bilhões a mais.
Recentemente, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defendeu a criação de umtributo para o setor, semelhante à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em 2007, depois demuita polêmica entre os elos do mercado.
A alternativa do imposto não foi vista com bom olhos por empresários e até representantes políticos e, enquanto asdiscussões permanecem, a Saúde continua sendo uma das principais preocupações do brasileiro.
De acordo com publicação da Agência Câmara, em 20 anos, nenhum estado do País alcançou cobertura completa do SUS.Apenas dois ultrapassaram os 90% de cobertura: Piauí e Paraíba. Na outra ponta, sete estados têm atendimento abaixo dametade: Amazonas, Rio de Janeiro, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal, com 20%.
A consequência aparece em índices como “64% dos hospitais estão sempre com superlotação. Apenas 6% nunca estãocheios”, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU).