Uso da internet pelas mulheres

Fonte: Folha de S.Paulo

Por: Gabriel Alves

Mulher de país em desenvolvimento faz mais busca on-line de saúde

Mulheres de países desenvolvidos usam menos a internet como fonte de informação de saúde do que as de países em desenvolvimento, como o Brasil, mostrou uma pesquisa divulgada recentemente.

Foram coletados dados de 453 participantes em cinco países: Brasil, México, Alemanha, França e Índia. As perguntas do questionário versavam também sobre o entendimento a respeito de bem-estar e qual seria a autoavaliação desse aspecto da vida das mulheres. Outro setor avaliado foi o poder público, além da situação socioeconômica das respondentes.

Entre 80% e 90% das brasileiras, mexicanas e indianas que responderam ao questionário disseram buscar informações de saúde na internet. Esse número fica na faixa dos 50% nos países desenvolvidos.

Segundo Alexandra Wyke, presidente da PatientsView, organização do Reino Unido que atua na defesa de direito dos pacientes, a diferença reflete uma mudança de comportamento –para melhor– em países desenvolvidos, “onde as pessoas já não acham a internet tão confiável e preferem ir se consultar e obter informações de saúde com um médico”.

Já o conceito de “bem-estar” costuma ser mais abrangente do que o de saúde (mera ausência de doença) e é, por natureza, uma variável difícil de se medir.

O ranking anual de bem-estar da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) avalia uma série de informações objetivas, como habitação, renda, educação, ambiente e saúde.

A componente subjetiva é composta da avaliação de três áreas: uma sobre a vida pessoal, sobre como ela se sente e sobre a sensação de ter um propósito na vida ou boa função psíquica.

O novo estudo abrangeu esses itens e foi realizado pela Unidade de Inteligência da revista “The Economist” e patrocinado pela farmacêutica multinacional alemã Merck.

A seleção dos países respeitou a lógica de procurar realidades distintas: desenvolvidos de um lado (Alemanha e França) e em desenvolvimento de outro (México, Brasil e Índia).

Outra comparação explorada foi a entre França e Alemanha. Esta, mais serena; aquela, mais combativa no que diz respeito à luta por direitos.

DINHEIRO E FELICIDADE 
Entre as conclusões da pesquisa, está a óbvia de que mais renda familiar está diretamente relacionada a um aumento na sensação de bem-estar. No entanto, a partir de um certo patamar (em torno dos US$ 75 mil, ou R$ 285 mil), o incremento da renda não tem efeito positivo sobre essa percepção.

Outro fator curioso é a vizinhança: dependendo de onde se mora, mantendo-se as outras características, é possível aumentar ou diminuir a sensação. Um exemplo seria uma mulher de classe média vivendo em um bairro rico –elas podem se sentir desfavorecidas.

Se a mesma mulher tem vizinhos mais humildes, ela tende a reclamar menos de sua situação. Isso vale, claro, considerando que o ambiente não é particularmente deteriorado ou violento –o que pioraria a sensação de bem-estar.

De volta à comparação entre países ricos e pobres, as mulheres nos mais ricos tendem a avaliar mais negativamente o governo em relação às políticas públicas de saúde e bem-estar do que aquelas de países pobres –justamente onde há mais necessidade de melhora dos serviços.

Sentir-se “realizada na vida” é apontado como um quesito importante para 45% das mulheres –algo recorrentemente menos importante para os gestores de saúde entrevistados pelo estudo (só 26% priorizaram o quesito).

Os resultados foram divulgados em um evento na cidade alemã de Darmstadt, e o encontro reuniu executivas da indústria de cuidado à saúde e pesquisadoras.

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